Evolução dos pacientes com sub-oclusão
Nos últimos 10 anos alguns estudos com grande número de casos vêm sendo realizados com o intuito de conhecer a evolução natural dos pacientes com sub-oclusão carotídea.
Antiagregantes
Os primeiros estudos realizados ainda na década de 80, demonstravam que pacientes tratados com AAS tinham menos chance de desenvolver Derrame que aqueles que não recebiam a droga. Isso se deve ao fato do AAS diminuir a agregação plaquetária tornando o sangue menos coagulável, diminuindo assim o risco de formação de trombos. A partir de então pacientes com doença carotídea passaram a ser tratados com AAS.
Outros antiagregantes plaquetários também podem ser usados, especialmente nos pacientes com doença Gástrica.
No início da década de 90 dois grandes estudos multicêntricos (que envolvem várias instituições); um na Europa e outro nos EUA, compararam a cirurgia de desobstrução da carótida com a Aspirina.
Nos pacientes que eram portadores de Ataque Isquêmico Transitório, verificou-se que os pacientes que usaram AAS apresentam um risco de 26% de desenvolver Derrame após 3 anos de acompanhamento. A cirurgia diminuiu o risco de ocorrência de Derrame para 9% nos indivíduos com obstruções maiores que 70%.
Nos pacientes que eram portadores de Estenose Assintomática de Carótida, verificou-se que os pacientes que usavam AAS apresentavam risco de 11% de desenvolver Derrame. A cirurgia diminuiu o risco de ocorrência de Derrame para 5%.